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O carro de Natali Mashiah foi destruído e a mulher de 27 anos chegou a temer que lhe pegassem fogo. Tudo porque estava vestida de forma “imodesta”.
O conflito entre judeus ultra-ortodoxos e seculares na cidade de Beit Shemesh, arredores de Jerusalém, atingiu ontem novas proporções quando uma mulher foi atacada por um grupo de homens da comunidade haredi, termo que designa os ultra-ortodoxos.
Natali Mashiah não ganhou para o susto quando o seu carro foi violentamente atacado por um grupo de homens que a acusaram de estar vestida de forma “imodesta”. Os atacantes partiram os vidros do veículo e furaram os quatro pneus antes de verterem lixívia para o interior.
Quando Mashiah tentou fugir do local levou com uma pedra na cabeça, mas conseguiu escapar. A mulher de 27 anos diz que chegou a temer que os haredim lhe pegassem fogo. Durante todo o episódio ninguém terá tentado ajudar Mashiah, apesar de se ter reunido uma multidão no local.
A chegada de um carro de patrulha da polícia pôs termo à perseguição. A polícia deteve três suspeitos no local.
Este foi apenas o mais recente e mais violento episódio numa já longa contenda que opõe as comunidades ultra-ortodoxas ao meio secular. Os haredim procuram impor a segregação de homens e mulheres nos seus bairros, incluindo passeios separados para cada género e lugares separados nos autocarros públicos, apesar da insistência do Estado em proibir estas práticas.
Um ponto de disputa é o vestuário das mulheres. As mulheres da comunidade haredi vestem-se de forma muito conservadora e, quando aparece na zona uma mulher que não cumpra rigorosamente esses critérios, é frequentemente insultada.
Em Dezembro a sociedade israelita ficou chocada com a história de uma menina de oito anos de uma família religiosa, mas não haredi, que foi cuspida e insultada por um grupo de homens quando passava hum bairro de ultra-ortodoxos a caminho da escola.
O incidente motivou manifestações contra a segregação mas, a julgar pelo episódio de ontem, os haredim não desarmam das suas intenções de impor o seu estilo de vida nos bairros onde formam a maioria da população.
Fonte:http://rr.sapo.pt/informacao_detal
sofia s.
Fonte Estação Cronográfica
http://estacaochronographica.blogspot.co
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O túmulo tem mais de mil anos, cerca de cinco metros de comprimento e é o primeiro do género a ser encontrado intacto no território britânico.
Parte substancial do barco de madeira e dos ossos do viking apodreceram, mas centenas de pedaços de metal mantiveram intacta uma parte da embarcação.
Os arqueólogos também desenterraram o centro de um escudo, um anel de bronze, uma faca, uma pedra-pomes e louça viking.
A descoberta foi feita por arqueólogos das universidades de Manchester e Leicester e, de acordo com uma das responsáveis pelo projecto, supera largamente todas as expectativas.
«Um barco viking enterrado é uma descoberta incrível, mas tendo em conta os artefactos e o estado de conservação esta é uma das mais importantes descobertas nórdicas na Grã-Bretanha», explicou Hannah Cobb.
Alguns moradores do bairro de São Domingos, em Santarém, depararam-se na noite de terça-feira, 21 de Junho, com um cenário de, alegada, bruxaria junto de suas casas. Atrás de umas barreiras de protecção de plástico, perto da praceta Habijovem, os moradores encontraram uma garrafa de vinho deitada, um prato e dois copos de vidro, vários cigarros dentro do prato, uma toalha vermelha e diversas velas derretidas, todas vermelhas. O MIRANTE esteve no local na tarde seguinte e ainda encontrou o cenário descrito pelos moradores num local onde diariamente circulam dezenas de pessoas incluindo crianças.
Uma situação que está a preocupar os moradores - que preferem ficar no anonimato com medo de represálias - uma vez que, dizem, estes “cenários” acontecem “frequentemente”. Os moradores que dizem ter assistido ao “ritual de bruxaria” estão assustados e preocupados sobretudo por causa dos mais novos. “As crianças brincam com regularidade neste espaço e podem pegar nestas coisas por curiosidade. É um perigo fazerem isto num aglomerado urbano como este”, reclama uma moradora.
Os populares desconfiam de quem possa estar por detrás deste ritual e chegaram a colocar um papel na porta do prédio dessa pessoa “avisando-a” para ter “cuidado” com as “bruxarias que anda a fazer”. A PSP de Santarém afirma que não recebeu nenhuma queixa sobre o assunto e que na sua área de intervenção, nos últimos tempos, não tem recebido queixas sobre alegados rituais de bruxaria.
Fonte: O Mirante Online
http://semanal.omirante.pt/index.asp?idE
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Fonte: RTP Online
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por LusaHoje

O navegador português era "violento, irascível e com muito mau carácter", afirmou à agência Efe a historiadora espanhola Isabel Soler, a propósito do livro "La derrota de Vasco da Gama".
De acordo com o jornal espanhol Publico, o livro é uma tradução para espanhol do documento "Roteiro da primeira viagem de Vasco da Gama", escrito por um tripulante da frota que em 1487 partiu de Lisboa e que empreendeu a expedição à Índia.
A historiadora Isabel Soler, especialista em literatura de viagens do Renascimento, que traduziu o documento e assina o prefácio de "La derrota de Vasco da Gama", traça um retrato pouco simpático do navegador português, mas sublinha que "a viagem portuguesa", os Descobrimentos, foi ao longo de mais de 200 anos "um diálogo e não um monólogo com as culturas" encontradas.
Segundo a historiadora, a expedição de Vasco da Gama supôs "uma ruptura do monopólio" do comércio com o Oriente, dominado pelos italianos, mas o império português foi mais marítimo do que territorial, com excepção do Brasil, onde teve uma presença semelhante à de Espanha no Peru e no México.
Isabel Soler explicou que ao contrário de Cristóvão Colombo, de quem se conhecem os diários de bordo, sobre Vasco da Gama "apenas existe um texto de um biógrafo anónimo, que poderia ser Álvaro Velho", e crónicas de João de Barros ou Damião de Goes. Há ainda "Os Lusíadas", epopeia de Camões sobre "a grande mitificação do navegador português". No entanto, "tanto Vasco [da Gama] como Camões são personagens obscuras que foram manipuladas pela História".
Isabel Soler está actualmente a preparar um livro que "explicará o lado mais ideológico e simbólico da viagem portuguesa'".
fonte: diário notícias online
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Presidente dos Estados Unidos anunciou que o chefe da Al-Qaeda, foi morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.
O porta-voz do Vaticano reagiu hoje ao anúncio da morte de Osama bin Laden dizendo que este vai responder perante Deus por ter causado “a morte de inúmeras pessoas” e “explorado a religião para espalhar ódio”.
Numa declaração aos jornalistas, o padre Federico Lombardi disse que o líder da Al-Qaeda teve a “grandíssima responsabilidade de difundir divisão e ódio entre os povos” e procurou “instrumentalizar a religião para este fim”.
Na sua reacção, o porta-voz do Vaticano precisou que “um cristão não se alegra nunca diante da morte de um homem, mas reflecte sobre as graves responsabilidades de cada um diante de Deus e dos homens”.
Em conclusão, o padre Lombardi deixa votos de que este acontecimento “não seja uma ocasião para um crescimento sucessivo do ódio, mas da paz”.
O Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, anunciou na última madrugada que o chefe da Al-Qaeda tinha sido morto no Paquistão por serviços especiais norte-americanos.
fonte: radio renanscença online
sofia s.
Já está disponível na Internet, através do site www.wdl.org
Reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as jóias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta.
"Tem, sobre tudo, carácter patrimonial" , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições. A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser "com valor de património, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português. Mas há documentos em linha em mais de 50 idiomas".
Entre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México, e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei de Espanha em 1562", explicou Abid.
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da história; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latino-americanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
Cada jóia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, entre elas O PORTUGUÊS. A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos, gravados, mapas, fotografias e ilustrações.
Embora seja apresentado oficialmente na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio:
O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar directamente pela Web , sem necessidade de se registarem.
Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original.
Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840. Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cómoda e minuciosa.
Entre as jóias que contem no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da história; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das "Fábulas" de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 A.C.
Duas regiões do mundo estão particularmente bem representadas:
América Latina e Médio Oriente. Isso deve-se à activa participação da Biblioteca Nacional do Brasil, à biblioteca de Alexandria no Egipto e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita.
A estrutura da BDM foi decalcada do projecto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e actualmente contém 11 milhões de documentos em linha.
Os seus responsáveis afirmam que a BDM está sobretudo destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.
Cerca de 300 investigadores de todos os continentes estarão em Portugal para discutir os mitos de nacionalidade europeus, e suas reinvenções modernas e pós-modernas a partir de diversas perspectivas das ciências sociais e humanas, das artes e da literatura. Trata-se do Congresso Internacional A Europa das Nacionalidades – Mitos de Origem: Discursos Modernos e Pós-Modernos, que se realiza na Universidade de Aveiro de 9 a 11 de Maio, e que conta com 55 mesas redondas, distribuídas em 8 sessões paralelas, onde estarão em debate temas como as representações do Milagre de Ourique nos livros escolares portugueses, a cultura nacional da Lituânia sob o impacto da cultura de massas ou a recriação do Sebastianismo no Brasil.
Patrick Geary, Eduardo Lourenço e Zygmunt Bauman, entre outros, são alguns dos nomes que estarão presentes. À frente da Comissão Científica está o dr. Guilherme d'Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura e presidente do Tribunal de Contas.
Provas da gastronomia portuguesa, música, poesia e visitas guiadas a locais de grande relevância para a identidade nacional, tais como o Palácio do Buçaco e a Quinta das Lágrimas, fazem igualmente parte do programa.
As sessões realizam-se no edifício do Complexo Pedagógico da Universidade, a partir das 9h00 da manhã. O encerramento está previsto para o dia 11 de Maio, às 12h30.
fonte: opção turismo online
sofia s.
Qualquer pessoa verdadeiramente religiosa já alguma vez disse para si mesma: se tivesse nascido noutro continente, de uma família de outra religião, muito provavelmente a minha pertença religiosa seria outra. Na Índia, seria hindu. Em Marrocos ou na Indonésia, muçulmano. Em Israel, de mãe judaica, seguiria o judaísmo. Na China, seria confucianista ou taoísta. No Japão, xintoísta. Na Europa, em Portugal, cristão católico; na Rússia, cristão ortodoxo; na Suécia, cristão luterano.
É este exercício que o teólogo católico Hans Küng faz na sua última obra Was ich glaube (A minha fé), resultado de uma série de lições dadas, aos 80 anos, na Universidade de Tubinga.
Se tivesse nascido como um dos 1200 milhões de seres humanos na Índia, provavelmente seria hindu. Acreditaria no samsara, o ciclo das reencarnações, no quadro de uma compreensão cíclica do tempo, da natureza, dos diferentes períodos cósmicos e da história. Aceitaria que tudo é regido por uma "ordem eterna" ("Sanata dharma"), cósmica e moral e pela qual o ser humano se deve orientar. Importante é agir correctamente. Acreditaria que a minha vida presente resulta da minha acção moral boa ou má na vida anterior ("karma"), como a minha vida presente determina a vida seguinte. A saída do ciclo das reencarnações dar-se-ia na identificação de atman (eu) com Brahman (o Absoluto, a Realidade última e verdadeira).
Nascido no Sri Lanka, na Tailândia, no Japão, seria provavelmente um entre as muitas centenas de milhões de budistas, rejeitando a autoridade dos Vedas e, assim, também o domínio dos brâmanes e das castas. A figura que serviria de orientação seria Siddharta Gautama, "o Buda", que quer dizer "o Desperto", o "Iluminado". Desde o século VI a. C., ele responde, através da sua doutrina ("Dharma"), às grandes perguntas humanas. Essa resposta concentra-se nas "Quatro nobres verdades". A primeira: tudo é sofrimento, também no sentido de que tudo é impermanente. Qual é a origem do sofrimento que atravessa a vida toda? Responde a segunda: É a "sede de viver", o desejo, o ódio, a cegueira espiritual. A terceira nobre verdade diz que, através do desapego, é possível superar o sofrimento. Para isso, há a nobre verdade do caminho, com oito braços, que conduz à extinção do sofrimento: a visão perfeita, a resolução perfeita, a linguagem perfeita, a acção perfeita, a vivência perfeita, o esforço perfeito, o recolhimento perfeito, a concentração perfeita. Procura-se superar o renascimento, alcançando o Nirvana, aquela situação na qual já não há cegueira e todo o desejo é apagado - aquela situação que, já nada tendo a ver com a nossa experiência empírica, carece de toda a figura concreta, e, por isso, é o Nada, não no sentido niilista, mas de paz, plenitude e felicidade.
Nascido na China como um dos 1500 milhões de chineses, seguiria uma das três tradições religiosas: o budismo, o confucianismo ou o taoísmo.
Fonte:Diário de Notícias: opinião por Anselmo Borges
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.a