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Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010
João Paulo II flagelava-se e dormia nu no chão

João Paulo II flagelava-se e dormia nu no chão

Ao ser alvejado no Vaticano, o papa acreditou que as balas haviam sido disparadas por extremistas das Brigadas Vermelhas.

No novo livro Porque ele é um santo, o verdadeiro João Paulo II, monsenhor Slawomir Oder revela que o papa polaco se autoflagelava com frequência e dormia nu no chão. O principal promotor da canonização de João Paulo II, que morreu em 2005, publica também uma carta em que Karol Wojtyla anunciava, em 1989, a vontade de abandonar a liderança da Igreja Católica caso ficasse incapacitado.

"No seu roupeiro, pendurado entre as vestes, estava um cinto especial que ele utilizava para se autoflagelar", afirmou terça-feira, no Vaticano, ao apresentar o seu livro, monsenhor Oder, de origem polaca, como João Paulo II.

Na opinião do antigo papa, tais práticas tinham como objectivo aproximá-lo do sofrimento de Cristo e terão começado quando Karol Wojtyla era bispo de Cracóvia. Quando optava por dormir no chão, Wojtyla tinha o cuidado de "desmanchar a cama" para evitar chamar a atenção para o seu acto de penitência.

A revelação de que João Paulo II se flagelava já fora feita no livro Santo Já, publicado em Novembro por Andrea Tornielli. Para o efeito, este biógrafo do papa e correspondente do diário italiano Il Giornale no Vaticano citou Tobiana Sobodka, uma freira polaca da Ordem do Sagrado Coração de Jesus, que trabalhava com João Paulo II. "Ouvíamo-lo, no quarto ao lado em Castel Gandolfo [residência de Verão]. Podia ouvir-se o som dos golpes quando se flagelava. Fê-lo enquanto teve capacidade para se movimentar", a firmou Sobodka.

"O que temos de ver nestas formas de penitência - às quais, infelizmente, os nossos tempos não estão habituados - são os motivos: amor a Deus e a conversão dos pecadores", afirmou o próprio João Paulo II, em 1986, na sua anual Carta aos Padres. Wojtyla seguia, assim, o exemplo de santos como Francisco de Assis, Teresa de Ávila e Inácio de Loyolam, que usavam a prática da flagelação. O mesmo fazia a Madre Teresa de Calcutá.

O novo livro sobre Wojtyla inclui o documento que este preparou, em 1989, e no qual afirmava que se demitiria "no caso de enfermidade que é presumivelmente incurável, prolongada e que me impede de desempenhar funções do meu ministério apostólico". Esta decisão de João Paulo II, nunca concretizada, decorreu do facto de lhe ter sido diagnosticada a doença de Parkinson.

Mas o livro do "advogado de Wojtyla" no seu processo de canonização revela também que, a 13 de Maio de 1981, João Paulo II, ainda na ambulância a caminho do hospital, perdoou ao seu agressor. Momentos antes, em plena Praça de S. Pedro, o extremista turco Ali Agca alvejara o papa. Wojtyla, revela o livro de Oder, pensou ter sido vítima do grupo extremista italiano Brigadas Vermelhas.

Os livros de monsenhor Oder - que se baseou em 114 testemunhos e em documentos de João Paulo II - e de Tornielli são elementos a utilizar no processo de canonização. Em Dezembro, Bento XVI assinou o decreto no qual reconhece que o seu antecessor viveu heroicamente a fé cristã, um primeiro passo no processo de beatificação que ficará completo quando o Vaticano reconhecer a validade do milagre atribuído a João Paulo II: a cura de uma freira francesa que sofria de Parkinson.

 

Fonte: Diário Noticias Online

 

publicado por Re-ligare às 13:05
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010
São Vivente, o padroeiro esquecido de Lisboa

São Vicente, o padroeiro esquecido de Lisboa

Apesar de ser o santo patrono da diocese de Lisboa, o mártir Vicente vive hoje na sombra do mais popular Santo António.

A devoção das gentes da península ibérica a São Vicente é muito antiga. O mártir era originário de Saragoça, onde foi ordenado diácono no século III. Numa das perseguições aos cristãos, tão habituais nessa altura, foi aprisionado e sujeito a terríveis torturas, resistindo sempre com grandes demonstrações de fé.

A ligação aos corvos, ainda um elemento sempre presente na iconografia, começa com a sua morte, no ano 304, às mãos do governador Daciano, na era do imperador Diocleciano. Lançado aos abutres, o seu cadáver foi protegido por um corvo. Então Daciano mandou lançá-lo ao mar, mas as marés trouxeram-no de volta e uma viúva piedosa sepultou-o junto aos muros da cidade de Valência.

A chegada ao território português dá-se séculos mais tarde, já o seu culto se tinha tornado muito popular em toda a região ibérica, muito por influência de sermões escritos sobre ele por Santo Agostinho.

Quando os mouros mandaram transformar todas as igrejas em mesquitas os cristãos de Valência quiseram salvar as relíquias de São Vicente, por cima das quais tinha sido construída uma capela.

 

Embarcaram em direcção ao Algarve, tendo acabado por naufragar no Promontório Sacro, hoje o Cabo de São Vicente. Ali o cadáver foi novamente enterrado, erguendo-se uma igreja e uma aldeia cristã à sua volta.

Crispim, o primeiro padroeiro

Em 1147 D. Afonso Henriques toma a cidade de Lisboa, no dia de São Crispim. A data levou a que São Crispim fosse declarado padroeiro da cidade. Contudo, a devoção a São Vicente já era generalizada, especialmente entre os cristãos moçárabes, que convenceram D. Afonso Henriques a encontrar e trazer para a capital as suas relíquias.

O actual Deão do Cabido da Sé de Lisboa, Cónego Manuel Alves Lourenço, explica que “O facto de haver relíquias, enquanto de S. Crispim só havia a memória, fez com que o São Vicente superasse e fizesse esquecer na prática S. Crispim, embora até D. Afonso V se continue a chamar atenção, fazer a procissão, mas foi-se perdendo e ficou S. Vicente, naturalmente, padroeiro da cidade e da diocese de Lisboa.”

Eis que, logo no século seguinte, aparece o Santo António. Embora tenha morrido em Itália, foi com naturalidade que em Lisboa, a cidade onde nasceu, crescesse a devoção a este santo, verdadeiramente popular, em todos os sentidos da palavra: “O nosso Santo António é um fenómeno de devoção mundial. Vamos a qualquer parte do mundo e encontramos uma imagem de Santo António”, explica o Cónego Lourenço.
 

Esta reacção popular levou a que os dois santos partilhassem, durante alguns tempos, a responsabilidade de proteger a cidade: “Então ficaram os dois, Santo António com um cariz mais popular e São Vicente com um cariz mais aristocrático. Mantiveram-se assim as duas celebrações. Quando a Igreja determinou, mais recentemente, que só houvesse um padroeiro principal, então aqui na diocese optou-se por manter, na Cidade de Lisboa o Santo António, e para a diocese, São Vicente. É uma norma de ordem litúrgica, porque na prática a Câmara Municipal ficou sempre ligada a São Vicente, que está nas armas da cidade, e o presidente da Câmara costuma ir à Sé no dia de São Vicente, da mesma forma que, desde que se restaurou, costuma também ir à procissão de Santo António”, explica o Deão do Cabido da Sé.
 

RFM Online

publicado por Re-ligare às 16:57
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Empresa fabricasa miras com referências biblicas

Empresa fabricava miras com referências bíblicas

A empresa Trijicon vendeu durante anos miras telescópicas inscritas com referências bíblicas. A prática foi revelada e será abandonada.

Jo 8,12 (“Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas mas terá a luz da vida”) e 2Cor 4,6 (“Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.”)

Estas são duas das referências a passagens bíblicas que se podem encontrar junto ao número de série das miras que a empresa Trijicon produz, e que se encontram ao serviço das forças armadas de vários países, incluindo as dos Estados Unidos.

A utilização de tais referências cristãs em armas que são usadas em teatros de guerra como o Iraque e o Afeganistão levaram grupos islâmicos americanos a condenar fortemente a prática que, acusam, poderá cimentar a ideia de que os EUA estão envolvidos numa cruzada contra os muçulmanos.

Mas os islâmicos não foram os únicos a achar inconveniente a ideia da Trijicon. Vários representantes militares, grupos secularistas e cristãos também levantaram as vozes.

Os protestos levaram a empresa a pedir desculpa e a prometer que as armas produzidas para venda de material militar não terão mais referências a passagens do Novo Testamento. Contudo a prática, que foi iniciada pelo fundador da Trijicon, deverá continuar em material destinado a civis como caçadores, por exemplo.


A empresa não esconde as suas raízes cristãs, declarando no seu site: “Acreditamos que a América será grande quando os americanos forem bons. Esta bondade tem-se baseado em padrões bíblicos ao longo da nossa história que esforçar-nos-emos por seguir.”
Fonte: RFM online

publicado por Re-ligare às 16:54
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Violência inter-religiosa

Nigéria: Calma regressa a Jos

Depois de vários dias de conflitos, que causaram cerca de meio milhar de mortos, a calma parece ter regressado à cidade partilhada por cristãos e muçulmanos.

As autoridades nigerianas permitiram ontem que milhares de residentes de Jos voltassem às suas casas, relaxando um recolher obrigatório de 24 horas que tinha sido imposto para controlar a violência que, nos últimos dias se apoderou da cidade.

Cerca de 460 mortos, mais de mil feridos e milhares de desalojados foram os resultados de um conflito que começou quando um grupo de muçulmanos incendiou uma igreja católica na durante a missa dominical.

Alertada para o ataque a comunidade cristã terá contra-atacado. Segundo representantes da comunidade islâmica a maioria dos mortos são muçulmanos, cerca de 400, sendo os restantes cristãos.

A situação só começou a ficar controlada com a entrada do exército, por ordem do vice-presidente Goodluck Jonathan. O presidente da república está ausente do país por motivos de saúde.

A população nigeriana divide-se entre cristãos e muçulmanos, mas as comunidades estão divididas geograficamente. Os muçulmanos estão concentrados a norte, onde ao longo dos anos se tem imposto a lei islâmica, e os cristãos a sul. No centro do país, em cidades como Jos, vivem lado a lado, o que por vezes leva ao surgimento de graves conflitos.

Cerca de 700 pessoas morreram pela mesma razão em 2008, e mais de mil em 2001.

 

FRonte: RFM Online

publicado por Re-ligare às 16:52
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Cristãos e judeus unidos contra o esquecimento

Cristãos e judeus unidos contra o esquecimento

Comissão bilateral permanente da Santa Sé e o Grão-Rabinato de Israel reuniu em Roma

A comissão bilateral permanente da Santa Sé e o Grão-Rabinato de Israel emitiu esta Quarta-feira um comunicado conjunto, no final de uma reunião de trabalho que decorreu em Roma, de 17 a 20 de Janeiro.

O documento, publicado pela sala de imprensa da Santa Sé, destaca uma intervenção do Pe. Patrick Desbois, na Universidade Pontifícia Gregoriana, que falou sobre o trabalho desenvolvido pelo projecto Yahad-In Unum para localizar e impedir que se esqueçam os locais não identificados da Europa em que tiveram lugar “assassinatos em massa durante a Shoah”.

“A comissão instou as respectivas comunidades religiosas a prestar ajuda e dar a conhecer esta obra tão importante para aprender - com as tragédias do passado – a proteger e respeitar a santidade da vida humana em todos os lugares, para que não tornem a repetir atrocidades semelhantes”, pode ler-se.

Yahad-In Unum foi fundado em Janeiro de 2004 pelo Cardeal Jean-Marie Lustiger, então Arcebispo de Paris, e o Rabino Israël Singer, secretário-geral do Congresso Judaico Mundial. O nome do projecto deriva do termo hebraico e da expressão latina que significam “juntos”.

A comissão bilateral destacou ainda a visita que Bento XVI realizou no passado Domingo à Sinagoga de Roma, onde “reafirmou o compromisso da Igreja Católica no diálogo e na fraternidade com o povo judeu”, condenando “de forma inequívoca o anti-judaísmo e o anti-semitismo”.

Ambas as partes fizeram referência à “catastrófica tragédia do Haiti”, assegurando “as suas orações pelas vítimas e pela recuperação dos sobreviventes”.

No passado Domingo, Bento XVI defendeu que o Vaticano ajudou os judeus, muitas vezes de forma “escondida e discreta”, durante a II Guerra Mundial. O Papa abordou em particular a questão da Shoah: “Como não recordar os judeus romanos que foram retirados das suas casas, diante destes muros, e com horrenda tortura foram mortos em Auschwitz? Como seria possível esquecer os seus rostos, os seus nomes, lágrimas, desespero de homens, mulheres e crianças?”

“Infelizmente, muitos foram indiferentes, todavia muitos, também entre os católicos italianos, sustentados pela fé e pelo ensinamento cristão, reagiram com coragem, abrindo os braços para socorrer os judeus perseguidos e fugitivos, muitas vezes arriscando a própria vida, e merecendo uma gratidão perene”, indicou.

Bento XVI deixou claro que “também a Sé Apostólica desenvolveu uma ação de socorro, muitas vezes escondida e discreta”. “A memória destes acontecimentos deve levar-nos a reforçar os laços que nos unem para que cresçam cada vez mais a compreensão, o respeito e o acolhimento”, assinalou.

A terceira visita do Papa a uma Sinagoga tinha como objectivo consolidar o diálogo e o respeito entre as duas comunidades, procurando ultrapassar as dificuldades que têm surgido neste relacionamento.

 

Fonte: RFM Online

publicado por Re-ligare às 16:49
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Estado e a Igreja em Portugal no século XX

Estado e a Igreja em Portugal no século XX

 

O próximo encontro do Núcleo da Madeira da ACEGE – Associação Cristã de Empresários e Gestores irá ter lugar no Pestana Grand Hotel, na próxima Quarta-feira, dia 27 de Janeiro, entre as 12H45 e as 15H00.

O encontro consistirá num Almoço-Debate com a presença do Cón. João Seabra, do Patriarcado de Lisboa que proferirá uma conferência intitulada “O Estado e a Igreja em Portugal no Séc. XX”.

Ainda na Quarta-feira, o Cón. João Seabra participa numa conferência na Igreja do Colégio subordinada à temática 'As relações entre a Igreja e o Estado no início do século XX'. Esta conferência está aprazada para as 21 horas, com entrada gratuita.

 

 

Fonte: Igreja Eclesia Online

publicado por Re-ligare às 16:47
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